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A CAIXA DE PANDORA E OUTRAS HISTÓRIAS

MARÇO- 2000
R$ 20,00

Impresso            Xerocado
Capa Colorida    Miolo Colorido
Páginas: 144 
Tamanho: 21 X 15 cms.
Peso: Não informado grs.

Palavras-Chave: LIVRO - REALISMO FANTÁSTICO

Detalhes:

Pela primeira vez a tarefa de apresentar um texto me fez devorar os originais de um fôlego. Atribuir isto à pressa do editor em publicá-lo seria desmerecer o autor. O mérito deve-se a este, que como um diretor de cinema consegue prender o espectador até o final da fita. A coerência da narrativa faz do estreante Lobão, autor de uma obra madura, nada devendo a outros autores do gênero.

A Caixa de Pandora abre-se para nove contos de realidade fantástica, gênero de poucos adeptos em Brasília. Alexandre ao mesmo tempo brinca e dá tratamento sério, com estilo e velocidade de quadrinho e desenho animado, onde ninguém se machuca de verdade, e nem morre pra valer. O autor faz o que quer: viaja entre o realismo fantástico e o onírico. Por falar nisso, “Sonhos” parece real. Não há como saber se o ficcionista entrou n“A Casa”, para revelar segredos de Antônio e Henrique ou se realmente Lobão sonhou tudo aquilo.

Mágico! Assim se expressará quem ler A Caixa de Pandora. Parece filme, parece gibi... é tudo ao mesmo tempo. O contador de histórias, com talento, diversifica temas e utiliza o recurso do diário, com isso somos levados a acreditar que os fatos realmente estão acontecendo ou aconteceram. Mas é impossível descobrir onde começa a fantasia. Embora não seja contemporâneo das grandes guerras, pois Alexandre nasceu na segunda metade deste século, fala como um soldado, ou um viajante intergalático. No conto-título aparece como um personagem apaixonado por Louise Brooks, diva do cinema mudo, e narra em detalhes seus encontros com a atriz.

Um espiritualista identificará nos temas viagens astrais e dirá que seus relatos confirmam isso; algum apaixonado dirá que o livro está recheado de histórias de amor. Não afirmo nem desminto, o livro deve ser descoberto e identificar-se com o leitor e transformar-se no que este pretender.

A Caixa de Pandora vai desabrochando aos poucos e pulsa como um coração cibernético. Que me desculpe Carlos Castañeda, agora, prefiro o índio Tantee de “O Espírito do Lobo”, de Alexandre Lobão, a Don Juan, também índio, do autor de Porta Para o Infinito.

 

Prévias
(Clique na imagem para vê-la maior):

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Dica:

Comprando revistas do mesmo editor, o frete tende a ser menor do que comprando revistas de editores diferentes.

As revistas acima pertencem ao mesmo editor



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